• Edward Modrake
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    O Príncipe Duas Faces
    Edward Mordrake é um caso raro da medicina. Aristocrata do século XIX, nasceu com uma face atrás da cabeça. Dizia que ela lhe sussurrava coisas que só podiam vir do inferno... Leia Mais...
  • Pacto de Ódio
    https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwXGMoiNYT2mvEmfwAqPZjWexNvCUQGWe5WYefgy-OnZAxMfJBGgu_Ug450IFX2E1fN2fpqrV6CbvebAFlOgZ7WE2ilPcY3DFxygRNvYNUZs_pP6_C2gXfzIAbPpCSqvzzug03Pf-8CWdv/s400/O+Anjo+Vampiro.jpg
    Anjos e Vampiros
    Anjos e vampiros não podem se amar. Mestiços não podem existir. Leia Mais...
  • Creepypasta
    https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCHBCaDd8RK1yb5ppA6hlz7GnQV2k2ga8JNMTe5W3jDvQEYIp3rwaGH4th4DFtQbdE1l7UCAEGvQMklqqJ9pB_j6mT0V13t3v2Gr_cEz8a6KpY5rHsZTCzr5G98aJ7G6SXj6x_6KOgb10v/s1600/250.jpg
    Portal da Mente
    Um grupo de cientistas se reúne para fazer o inimaginável: estabelecer contato direto com Deus. Entretanto, de uma maneira pouco ortodoxa. Leia Mais...
  • O Sanatório
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    O Sanatório de Waverly Hills
    Um grupo de estudantes de paranormalidade resolve explorar o sanatório mais assombrado do mundo. Você tem coragem para ver o que aconteceu a eles? Leia Mais...
  • Stop Motion
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    Apenas um desenho...
    Até que ponto um simples desenho é inocente? Existem coisas macabras no mundo, e este vídeo certamente é uma dessas coisas. Confira! Leia Mais...

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Contos e Encontros Anormais

Contos e Encontros Anormais - Capítulo I


O dia estava quente, porém as nuvens, como num pequeno milagre, impediam um pouco a passagem do sol. O trânsito da avenida estava mais congestionado que o normal. Se por um lado os carros ficavam parados, os alunos tinham tempo de atravessar. Enquanto isso, a passarela jazia praticamente deserta. Heitor subia a rua de acesso ao colégio, junto com mais outros tantos alunos para mais um fatídico dia que provavelmente seria idêntico aos outros já decorridos. Talvez a aula prática fosse adiada, novamente. 

Sentados na entrada da escola, os porteiros claramente vigiavam a entrada de alunos, atentos a qualquer problema ou anormalidade que poderia ser encontrada. Porém havia um barulho incômodo, algo estava estranho...

Após vencida a ladeira, deu-se a visão de um pequeno tumulto na entrada do Bloco 2, ao lado da biblioteca, onde um falatório sem fim entre os alunos estava instalado. Subindo o último lance de escadas, Heitor começou a ouvir a voz aguda da diretora da instituição, que tentava botar ordem na situação. 

-Silêncio, silêncio! Vão para suas salas, vamos chamar todos no Anfiteatro assim que a situação estiver esclarecida! Vão para suas salas agora!

Aos poucos, a multidão começou a se dispersar, cada grupo indo para um determinado bloco. Porém a curiosidade falou mais alto.

-Como isso foi acontecer? Por que temos seguranças na portaria se não podemos impedir uma invasão? - Dizia a diretora para um dos guardas do colégio.

-A senhora tem que entender que não foi uma invasão, é apenas uma suspeita! Ninguém entrou ou saiu, isso é certeza! Pode ter sido somente o vento, não temos pista de nada...

-Ah, sim? O vento abriu as janelas do corredor do segundo andar, arrombou a sala de informática e derrubou três computadores? Sinceramente, entre ter seguranças como vocês, é preferível não ter nenhum e investir o dinheiro em outra coisa! - Acendendo um cigarro, a diretora se afastou para fora do bloco, onde pôs-se a fumar impacientemente. 

Heitor havia se sentado num banco do bloco, onde continuou a ouvir a conversa entre a funcionária e o vigia. 

-O que você sugere que façamos? Mal temos condições de pintar um bloco inteiro ou fornecer um almoço mais completo para os alunos, quanto mais pedir três computadores novos. Afinal, o que havia de tão especial nesses computadores?

-Veja senhora, eu só cuido da segurança, não faço ideia do que...

-Você ACHA que cuida da segurança. 

-Pois veja que eu faço muito bem o meu trabalho, nunca tive nenhuma queixa e em todos estes anos trabalhando aqui é a primeira vez que isso acontece. A senhora sabe que eu to a disposição pra ajudar no que for, mas não tenho culpa de uma suposta invasão.

-Olha Oliver, eu confio em você mas entenda que eu to nervosa! O que os alunos vão pensar? Quer saber, volte ao trabalho! Tenho mais coisa pra fazer do que ficar numa discussão que não levará a nada.

O vigia desceu as escadas, enquanto a diretora terminava de fumar. Então, ela percebe que um dos alunos não havia ido embora como ordenado.

-Ei, eu não mandei ir pra aula?

-Sim, é que... estou esperando um colega para pegar um trabalho e...

-Vá esperar na sala. 

-Diretora, o que aconteceu por aqui? Cheguei e vi esse tumulto, aconteceu alguma coisa?

-Vamos chamar todo mundo no Anfiteatro logo após o intervalo, aí poderão saber de tudo. Vá pra sala, não to com cabeça pra lidar com isso agora.

O estacionamento esvaziara a essa altura, na medida do possível. Alguns poucos grupos ficaram conversando sobre o ocorrido, mas apenas boatos infundados circulavam. Assalto e assassinato eram os mais decorrentes, porém claramente nenhum obtinha crédito. Entrando pela outra porta do Bloco 2, Heitor viu boa parte de sua sala aglomerada em frente a sala de física, trocando informações sobre o que teria acontecido para tal tumulto. Chegando perto, Nayara logo indagou Heitor sobre o ocorrido.

-Heitor, viu o que aconteceu? Tá sabendo de algo? - Disse ela, na esperança que uma nova e mais precisa informação surgisse.

-Bom, até onde eu sei parece que houve uma invasão.

-Você tem certeza? - Perguntou Kaio.

-Ouvi a diretora falando com o vigia da portaria, parece que nenhum deles avistou nada de estranho. Mas a porta da sala de informática e três computadores foram derrubados, então com certeza alguém invadiu.

-Ué, não roubaram nada? Só derrubaram os computadores? - Exclamou Karol, indignada. - Que tipo de ladrão invade uma escola e não rouba nada? 

-O tipo folgado que não deve ter nada de ladrão...

-O que você quer dizer com isso Leonardo? - Karol olhava para o outro garoto com incredulidade, como se já soubesse o que sairia da boca dele.

-Tá na cara que foi algum aluno vagabundo!

-E como você tem tanta certeza? - Perguntou Nicolas.

-Vocês já viram o que tem nos computadores dos laboratórios de informática? Na próxima vez que forem lá, deem uma olhada. Destruir computadores é um bom método para se livrar de arquivos perigosos. 

-Bom galera, acho que saberemos o que aconteceu em breve... olha a polícia ali!

Na entrada do Bloco 2, cinco policiais militares, dois vigias e a diretora entravam e se dirigiam para a escada que dava acesso ao segundo piso do bloco. Porém, quando passavam em frente a sala do Grêmio, os vidros do local inteiro explodiram, como se pedras tivessem sido atacadas todas ao mesmo tempo sobre todos os vidros. A diretora foi lançada ao chão como se tivesse sido empurrada, enquanto os policiais sacavam as armas e os vigias socorriam a acidentada, que começava a sangrar através de cortes nas mãos e nos braços.
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Feliz Natal

Feliz Natal - Capítulo I

  
Em épocas natalinas, muitos presentes, correria, árvores, luzes... tudo muito bonito, tudo muito bom. Nos noticiários populares, as compras de final de ano se tornam as matérias principais.

“Estamos aqui no Mercado Municipal de São Paulo, e vamos entrevistar o senhor Jonilson, dono da peixaria mais conhecida daqui do mercadão. Senhor Jonilson, as vendas aumentam muito nesta época do ano?

-Ah, sim, e como aumentam! O que mais sai é o bacalhau. Mas sabe como é, tá um pouco mais caro nessa época...

-O que mais o senhor vende por aqui, seu Jonilson?

-Ah minha filha, tem camarão, ostra e até lagosta tem. Truta, sardinha, pescado, traíra e o que mais você quiser tem tudo aqui! 

-Ah, que delicia hein. Pois é, caros telespectadores, nessa época maravilhosa vale desembolsar um pouco mais para garantir a ceia natalina e passar o natal com sua família. Aqui é Bárbara Melina, falando diretamente do Mercado Municipal de São Paulo”

Mas até onde podemos ter certeza que tudo ocorrerá bem? Em algumas culturas, povos relembram que perto da data do natal, criaturas macabras surgem das sombras para acabar com a felicidade. Que tal começar pela data do natal? O natal, no cristianismo, serve para comemorar o nascimento de Jesus Cristo. Por que o dia 25 de Dezembro? Nessa data, no oriente médio, é a época que a noite dura mais que o dia. Então, o dia foi escolhido para representar que mesmo que as trevas durem muito, o dia sempre triunfará. 

Realmente, uma boa escolha, mas nessa mesma época, bem longe do oriente médio, as culturas celtas comemoravam o solstício de inverno. Mais precisamente, de 20 a 23 de Dezembro. Conta uma lenda que essa época era propícia para fazer sacrifícios a Artha e Halthar, duas entidades poderosas que abençoavam quem lhe presenteava com sacrifícios, e dizimava tribos inteiras que se esqueciam deles. Alguns dizem que é só uma lenda. Outros, dizem que é verdade. Outros ainda dizem que já viram esses entes. A cidade de Campinas anda presenciando certos fatos que podem por em cheque a opinião dos céticos.

-Sargento Dante, sou o policial Fernandes.

-Ótimo, temos reforços. Encaminhe as viaturas para a Alameda 12 imediatamente. Tivemos outro assassinato por lá. Quero que você investigue o que anda acontecendo por aquelas bandas, e quero esse caso resolvido antes do dia vinte. Estou cansado, quero tirar logo minhas férias.

-Sim, senhor.

Saindo da Delegacia de Crimes Gerais de Campinas, o policial Fernandes se dirigiu a sua viatura, onde Inácio, seu parceiro de trabalho, já o aguardava para mais um caso. A fatídica noite estava mais monótona do que nunca. Uma briga entre comadres no Centro, uma festa regada a cerveja e muito forró e axé num bar que irritou alguns moradores... fora isso, nada mais.

-Certo, chegamos. É aqui nesta casa azul.

-Qual o tipo de caso?

-Assassinato. A mulher estava dormindo, ouviu alguns barulhos e quando se levantou não viu o marido na cama. Acendeu as luzes e viu um rastro de sangue no chão. Ainda não acharam tudo.

-Como assim não acharam tudo? – Disse Inácio com cara de espanto.

-Um dedo aqui, uma orelha ali. Ainda faltam alguns pedaços.

Em frente a pequena casa azul, uma ambulância atendia a mulher, que chorava desesperadamente. Não tinha mais de cinquenta anos, com certeza.

-Meu marido! Encontrem ele pelo amor de Deus! Ah, que natal horrível meu Deus! – Gritava a mulher em prantos.

-Dona Cleide? Sou o policial Fernandes, sou da Delegacia de Crimes Gerais, fui designado para investigar seu caso. Pode nos contar o que aconteceu?

-Ah... claro.  – Disse Cleide, chorando. – Era duas e meia da manhã quando eu levantei para beber um copo de água. Normalmente não acordo de noite com sede, mas hoje acordei. Estava tudo normal, tudo no devido lugar. Voltei para a cama, meu marido dormia bem. Então fechei os olhos e relaxei. Uns dez minutos depois, ouço vidros quebrando e me levanto assustada, e quando vejo aquele sangue no chão... Ah, meu marido!!! Por que meu Deus?!?! Por quê?!

-Fique calma, iremos investigar isso. Vamos Inácio.

Os dois policiais entraram na casa e começaram a averiguar.

-Sem arrombamento, não há sinais de furto e tudo está no lugar. Os únicos indícios de anormalidade estão na cozinha e no quarto onde o crime teoricamente ocorreu.

-O que aconteceu na cozinha, Inácio?

-Uma faca grande sumiu. Pelos pedaços achados e a forma de corte, concluímos que ela foi usada para cortar os dedos do homem.

-Isso é bizarro. Deve ser algum maníaco. Os vizinhos viram ou ouviram algo?

-Pela hora avançada, apenas um homem de trinta e dois anos que chegava do trabalho notou um barulho incessante de um sino pequeno vindo da casa. Fora isso, ele disse que tudo estava normal. Como sempre.

Nenhuma pista significativa. Não acharam o corpo, não havia arrombamento nem nada foi roubado. Tudo apontava para assassinato e apenas isso. 
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